O novo rei da chuva  escrito em domingo 19 abril 2009 16:36

A F1 tem um novo rei da chuva e um novo top driver. A todos que disseram que sua vitória em Monza 2008 foi sorte, Sebastian Vettel mostrou que não. Que ele é o sucessor de Schumacher entre os atuais alemães da F1 e que já tem todas as condições de disputar com pilotos já consagrados como Massa, Alonso e Hamilton.

 

O alemão, assim como na Itália, fez uma corrida perfeita. Liderou-a desde o primeiro metro, abrindo gradativamente para Webber, seu companheiro, e Jenson Button, que superou Barrichello logo no inicio da corrida. Vettel só perdeu a posição durante os pit stops, e venceu com facilidade, e tendo a companhia de Mark Webber, que também fez uma bela corrida, no pódio.

 

Jenson Button, pilotando com a cabeça, fez uma corrida segura e correta para terminar em 3º, numa pista molhada em que os carros da Brawn não chegarem nem perto de igualar o desempenho impressionante dos Red Bull. É mais líder do que nunca e cada vez mais primeiro na hierarquia da equipe.

 

Barrichello, a quem eu disse para aproveitar a chance de vitória, não aproveitou. Assim como Button, teve a corrida arruinada por causa da chuva, mas diferente do companheiro, fez uma corrida fraquíssima. Errou logo no início, perdendo a posição para Button e rapidamente perdeu terrendo, ficando até 30 segundos atrás do companheiro. Diferença essa que foi extinta com entrada do safety car e reconstruída até 15s por Button. Barrichello ainda sofreu um certo aperto de Kovalainen no final da corrida mas conseguiu se manter em 4º. Mais uma vez atrás de Button, culpou os freios do carro por seu mau rendimento. Eu já vi esse filme. Várias vezes.

 

Felipe Massa resolveu desmentir todos os boatos de sua inabilidade em chuva e fez uma grande corrida enquanto esteve na pista. Pesado, superou quase todos os carros à sua frente para se instalar em 5º, ajudado pelas paradas de Webber e Vettel. Mas logo seu carro teve problemas e ele abandonou. Diferente do que nosso ilustre narrador diz, Massa no máximo brigaria por pontos na corrida, mas não deixa de ser mais uma decepção para o brasileiro e para a Ferrari. Já Raikkonen já começou a corrida com problemas de motor e ficou preso no tráfego no fim da corrida, sofrendo ainda com baixa temperatura dos pneus, chegando apenas em 10º. Resultado suficiente para a Ferrari deixar a Force India para trás nos construtores pelo critério de desempate.

 

Lewis Hamilton, em que pese os erros que cometeu, foi um dos nomes da corrida. Extremamente agressivo, superou vários pilotos várias vezes apenas para exagerar e perder as posições e começar sua escalada novamente. O clima na Mclaren não é bom, o carro não é bom, mas eles vão tentando minimizar tudo isso. E o estão fazendo melhor que a Ferrari. Kovalainen estreando em 2009 conseguiu um bom 5º lugar para os prateados.

 

E Nelsinho Piquet... o que dizer? Um absoluto desastre. Uma corrida ridícula e quase humilhante. Permaneceu grande parte da corrida em último lugar, rodou e bateu duas vezes, quebrando, além do bico do carro, duas placas de publicidade e coroando essa obra do mau gosto com um último lugar, uma volta atrás do penúltimo. Briatore sequer o citou na notinha pós GP da equipe. A situação do brasileiro na equipe é insustentável e se não reagir no Bahrein, talvez nem corra o GP da Espanha. Como ele jamais reagiu como alguém poderia supor, Não seria exagero dizer que Piquet Jr. disputará suas últimas corridas pela Renault.

 

É certo que Alonso também não foi além de um 9º lugar, mas o espanhol tem todo o crédito do mundo junto à equipe e se mostrou combativo durante toda a corrida.

 

Fechando a zona de pontuação, Sebastién Buemi vai se mostrando um piloto melhor do que a encomenda para a Toro Rosso. Apagado na GP2 o jovem suíço vem mostrando serviço no momento certo e está nocauteando seu xará francês Bourdais, que assim como Piquet, mas em menor escala, não evolui e passa por dificuldades junto à equipe.

 

Em 7 dias será disputado o GP do Bahrein, alvo de muitas viradas. Barrichello precisa descontar pontos para Button afim de não virar escudeiro novamente, Massa precisa sair do zero juntamente com a Ferrari, e Piquet precisa renascer para a F1 ao menos temporariamente, afim de adiar sua demissão. Dificilmente se repetirá a chuva de Malásia e China no Bahrein, assim como a confusão do GP da Austrália. Então finalmente a F1 2009 terá um GP comum para cada carro realmente se localizar no grid.

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Castroneves se salva, mas Massa não  escrito em sábado 18 abril 2009 13:53

Depois de um longo e angustiante julgamento, o piloto brasileiro Hélio Castroneves finalmente pôde comemorar sua absolvição da acusação de crime fiscal nos Estados Unidos e poderá voltar a competir imediatamente a temporada 2009 da IRL.

 

O piloto era acusado de sonegar mais de 2,5 milhões em impostos durante os anos de 1999 e 2004 junto com sua irmã e seu empresário, e corria o risco de pegar até 35 anos de prisão, pena prevista por lei para crimes do tipo no país. Depois de algumas semanas de julgamento e mais alguns dias para o veredicto, chegaram à conclusão de que o piloto não cumpriu suas obrigações não por má fé, mas por desconhecimento mesmo. Verdade ou não, foi uma defesa eficiênte e Castroneves se salvou do pecado de sua vida.

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Já na China as coisas continuam difíceis para a Ferrari e para Felipe Massa. O brasileiro, enfrentando ainda mais dificuldades com o carro, agora sem o kers equipado, largará apenas em 13º e não poderá contar com o aparato para pular na largada como fez na Malásia e ainda sofre com a alta sensibilidade do F60 às mudanças climáticas e de asfalto. Definitivamente o ano não começa bem para o brasileiro.

 

A sensação do treino foi Sebastian Vettel, o pequeno Napoleão da RBR marcou sua 2ª pole, 1ª da equipe das latinhas em sua terceira participação pela equipe. Mais do que Webber, que corre pela equipe desde 2007, poderia sonhar.

 

Fernando Alonso parte ao lado com a barca da Renault, o carro parece ter melhorado usando um rascunho de difusor duplo, mas o espanhol não fez milagres : é de longe o carro mais leve entre os 10 primeiros. Já Mark Webber, derrotado mais uma vez por Vettel em sua especialidade, treinos, sai em 3º, comprovando a força da Red Bull para a corrida.

 

Já Rubens Barrichello fez um bom treino e sai na 4ª posição, à frente de Button. O que pode dar a impressão de perda de hegemonia da Brawn é mesmo somente impressão : ambos os carros da equipe partem ligeiramente mais pesados do que os 3 à frente, com Barrichello ainda mais pesado do que Button. Ou seja, continuam favoritos.

 

Já Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton conseguiram levar seus não tão bons carros à superpole e saem em 8º e 9º respectivamente, enquanto Sebastien Buemi surpreende e vai para a primeira superpole de sua carreira com o carro fraco da STR. Kovalainen sairá em 12º e Nelsinho Piquet de sua posição favorita : 16º, e culpando o carro por estar atrasado em relação ao de Alonso no que tange a novidades.

 

Apesar de serem favoritos à corrida, os Brawn não deverão ter vida fácil na China. Sair de trás é mais perigoso e como estão mais pesados, terão mais dificuldades na partida. Mas uma coisa é clara : é a maior chance de Barrichello de vencer até agora. Que ele a aproveite bem.

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Volta de placa completa 16 anos  escrito em domingo 12 abril 2009 23:21

Há 16 anos atrás, no dia 11 de Abril de 1993, Ayrton Senna realizou sua melhor corrida na F1. Coroou sua 38ª vitória na categoria e entrou de vez para o hall dos Grandes Senhores das Pistas que passaram pela categoria.

 

Venceu o GP da Europa em Donington com um carro inferior, debaixo de chuva e colocando incríveis 83 segundos no 2º colocado.

 

Mas tudo isso foi apenas consequência de uma decisão que o piloto tomou no carro, antes da largada : aproveitaria a chuva para passar todo mundo logo na primeira volta.

 

Com o show que deu na única corrida realizada em Donigton até hoje, Senna ganhou inclusive placa para a sua volta fantástica. Gols de placa tem aos montes por aí, mas voltas?

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Já fizeram história  escrito em domingo 05 abril 2009 21:11

Se a corrida da Austrália serviu para colocar a nova BrawnGP numa lista junto de Wolf e Mercedes, o GP da Malásia serviu para elevar a equipe a uma lista própria, como única estreante da história a vencer seus dois primeiros GPs. É certo que a Alfa Romeo venceu seus 6 primeiros, os 6 primeiros da história da categoria, mas todos eram estreantes e esse feito não é tão impressionante.

 

Jenson Button com outra atuação esmagadora venceu o GP da Malásia com longos 22 segundos de vantagem para Nick Heidfeld. Timo Glock, em grande corrida, completou o pódio, da mais curta da F1 desde o GP da Austrália de 1991 : durou apenas 52 minutos, até ser interrompida por uma forte chuva, característica da Malásia no horário esdrúxulo (17 hrs locais) que decidiram realizar a corrida esse ano.

 

Com a chuva e a falta de luz natural, o GP teve de ser interrompido, e metade de seus ponto sendo válidos. Mais um mico gigantesco para a coleção de Bernie Ecclestone, que alterou o horário de vários GPs nessa temporada para agradar ao público europeu, que terá um padrão de horários certo para quase todas as corridas, diferente do resto do mundo que tem que se desdobrar noite à dentro, tarde, manhã e madrugada para acompanhar a categoria.

 

Na largada, Button sai mal e é superado por Rosberg, Trulli e Alonso, no que o espanhol é superado ainda na primeira volta. Já Barrichello parte bem, subindo para 5º lugar, e superando Alonso ainda nas primeiras voltas. Alonso, que por sinal, também seria superado por Raikkonen e Webber, mostrando toda a falta de competitividade do R29, ainda mais evidenciada com o carro lotado de combustível.

 

Felipe Massa e Nelsinho Piquet também ganharam posições, 4 cada, mas estagnaram rapidamente na corrida e não fizeram nada no trecho inicial. Nos pits, Button e Barrichello ganham muito terreno, com Button assumindo a liderança, e Barrichello permanecendo no mesmo lugar, mas reduzindo uma desvantagem de 10 segundos para apenas 3 com relação à Rosberg.

 

Já a Ferrari cometeu o maior de todos os seus grandes erros recentes e calçou Raikkonen com pneus de chuva forte, num momento em que sequer havia começado a chover. Resultado : o finlandês deu 4 voltas extremamente lentas pela pista, e quando a chuva começou de fato, parou novamente para trocar os pneus, que se destruíram na pista seca.

 

Na volta seguinte ao pit stop de Barrichello, que colocou pneus slicks, a chuva começou. E tanto ele, quanto Button e os demais ponteiros vieram aos boxes para a troca para pneus de chuva forte.

 

Com isso Barrichello despacha Rosberg e Trulli sem dificuldades e assume o segundo lugar. Mas Timo Glock e Mark Webber arriscam o uso de pneus intermediários e se são bem, superando o brasileiro quando este comete um erro e sai da pista. Glock e Webber começam a se aproximar de Button, quando este pára para pneus intermediários, Trulli e Barrichello fazendo o mesmo. Com duas voltas com o pneu, a chuva forte volta e todos eles fazem o caminho inverso, agora optando por pneus de chuva forte.

 

Button segue na frente, com Heidfeld -que fez apenas um pit stop- em 2º e Timo Glock em 3º. Trulli 4º e Barrichello, duplamente prejudicado por maus pit stops da Brawn, em 5º.

 

E então a corrida é interrompida. A chuva forte, aliada ao quase pôr do sol do fim da tarde malaia tornaram as condições e visibilidade da pista perigosas demais para continuar. Os pilotos alinham seus carros na reta de largada e a eles só resta esperar, apreensivos, a decisão da FIA. Button e Hamilton, mais concentrados, permanecem em seus carros, imóveis praticamente. Outros como Felipe Massa sentam na beira da pista e batem papo com os técnicos, e um em particular, Kimi Raikkonen, foi para os boxes, trocou de roupa e foi pego pelas câmeras de TV com um sorvete em uma mão e uma lata de refrigerante em outra. Esse é mesmo de gelo...

 

Depois de mais de 40 minutos de paralização e agravamento das condições da pista, decidiram dar a corrida por encerrada, e Button obtém sua 3ª vitória na categoria, a 2ª com a Brawn. Com metade dos pontos somados, vai a 15 pontos e abre 5 de vantagem para Rubens Barrichello, que somou apenas 2 com o 5º lugar. Barrichello certamente tinha condições de buscar ao menos Trulli e Heidfeld, mostrou isso na corrida, mas endoçou o coro dos pilotos de que era mais seguro mesmo terminar a corrida.

 

Felipe Massa, em mais um mau fim de semana, terminou em 9º, e assim como em 2008, sai da Malásia zerado. Só que, para a infelicidade do brasileiro, em 2008 o carro da equipe italiana era um canhão, agora, com sorte entra na primeira metade do grid. Nelsinho Piquet, que andou boa parte da corrida na frente de Alonso -mais uma vez- sucumbiu à chuva e despencou para a 13ª posição, atrás do espanhol, 11º.

 

Lewis Hamilton, com problemas de câmbio e lutando contra a fraqueza do Mclaren, conseguiu um 7º lugar aliviado, pois com seu câmbio travando em 6ª marcha, dificilmente conseguiria se manter na posição se a corrida prosseguisse.

 

O GP da Malásia foi uma grande corrida, interrompida pela óbvia falta de luz natural e esperada chuva. O baixinho inglês certamente pensará duas vezes antes de tomar decisões do tipo novamente depois desse grande vacilo.

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Brawn vence, mas não voa tão alto..  escrito em domingo 29 março 2009 19:31

E aconteceu : 32 anos após a Wolf vencer na sua estréia com Jody Scheckter , a BrawnGP venceu em sua primeira participação oficial o GP da Austrália, com Jenson Button, e pra melhorar, Barrichello, após uma largada desastrosa e diversos toques, ainda conseguiu completar em 2º.

 

A corrida de Button não foi tão fácil quanto se poderia prever pois Sebastian Vettel foi um desafio fortíssimo para o veterano inglês e se manteve por perto durante toda a corrida, deixando muito para trás a Ferrari de Massa no trecho inicial da corrida, apenas para perder terreno para Robert Kubica no final da corrida e se envolver em um acidente com ele, tirando os dois de um probabilíssimo pódio e dando a Barrichello a chance de consertar tudo o que fez de errado com sua péssima largada.

 

Já as Ferraris foram decepcionantes, em ritmo de corrida, não apenas perdem para a Brawn, mas também para Williams, BMW, Toyota e Red Bull. Massa e Raikkonen às duras penas conseguiram correr entre os 8 primeiros, e após certos incidentes, também ficaram para trás. Felipe Massa sofreu uma quebra quando ocupava a 11º posição, um desempenho ridiculo da equipe com um novo carro tão badalado. Raikkonen não vinha muito à frente e cometeu um erro e escapou, provavelmente tentanto tirar do carro o que ele não tinha. Fim de corrida para a equipe.

 

Lewis Hamilton, em compensação, fez uma grande corrida. Desarmado para lutar por bons resultados, graças á fraca competitividade do novo MP4/24, o inglês usou de astúcia para escalar o grid, num misto de sorte e arrojo, para fechar em 4º, promovido à 3º graças a punição a Trulli, que o ultrapassou em bandeira amarela.

 

Alonso e a Renault conseguiram começar o ano em um nível ainda pior do que o mostrado no início de 2008. O espanhol fez uma má largada e caiu para o fim do pelotão, permanecendo por lá durante boa parte da corrida. Os vários abandonos e a punição de Trulli ajudaram-no a chegar ao 5º lugar e levar para casa 4 pontos que ele não acreditava ser capaz de conseguir. Já Nelsinho Piquet fez uma corrida muito superior a de seu companheiro bicampeão e tinha chances até de pódio, superou diversos carros na largada -Alonso inclusive- e esteve toda a corrida entre os 8 primeiros, mas na relargada após um acidente com Nakajima, foi vítima de freios mal aquecidos e rodou para fora da pista. A equipe certamente não gostou, mas o desempenho do piloto foi encorajador.

 

No final Button, que não ia ao pódio desde o GP Brasil de 2006, fez a festa junto com Barrichello e Ross Brawn no pódio. Os últimos meses de trabalho, repletos de incerteza para pilotos e equipe, renderam dividendos e a equipe que ninguém queria comprar, agora é favorita à vitória ao menos até a metade da temporada. Dá pra acreditar !?

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