Brawn cala o mundo  escrito em sábado 28 março 2009 13:23

Não tem sequer um mês de existência, mas a BrawnGP é de longe a equipe mais comentada da F1 nesse início de temporada 2009, tanto por sua história curta, e advinda do espólio de uma equipe que produziu dois dos piores carros que já apareceram na F1, como por seu ritmo alucinante tanto em classificação quanto em sequência de voltas, nas mãos de dois pilotos desacreditados e que tiveram seus talentos postos em cheque graças a incompetência da antiga Honda.

 

Button e Barrichello mandaram nos treinos de classificação para o GP da Austrália. Formaram dobradinha nas 3 sessões do treino, com Barrichello à frente de duas, e Button liderando na mais importante, a que define o pole para a corrida.

 

Vettel, numa prévia do que será sua temporada, largará em 3º, sem tomar conhecimento de seu parceiro e ídolo local, Webber, que sai apenas em 10º. Já Kubica optou por sair leve para a corrida e marcou um bom 4º tempo, muito à frente de Heidfeld, que mesmo tendo a vantagem do Kers, não passou de 11º.

 

Já a Ferrari mostrou um ritmo razoável. Raikkonen e Massa penaram para chegar à superpole e demonstraram certa velocidade. Não tão rápida quanto Brawns e Williams, e demandando muito mais esforço dos pilotos para ser conseguida. Os vermelhos sairão em 7º e 9º, com Massa à frente.

 

Já Renault e Mclaren continuam vivendo o fundo do poço com carros ariscos e pouco competitivos. Alonso foi o melhor do grupo e conseguiu um 12º lugar, tirando do R29 mais do que ele pode entregar. Kovalainen e Hamilton conseguiram passar ao Q2, mas também ficaram por lá. O finlandês conseguiu um mau 14º tempo, enquanto o atual campeão teve problemas com o carro e sequer saiu para a sessão, ficando em 15º. Já Nelsinho Piquet dá sequência à sua vida difícil na F1 com um péssimo treino, aliada a pouca competitividade do carro, e marcou um 17º, à frente apenas das nanicas Force India e Toro Rosso.

 

Muitos já ousaram brincar que a Brawn chegaria dominando em Meulbourne. Pois bem, a Brawn é realidade, e qualquer resultado que não seja ao menos um pódio para a equipe amarela e branca na abertura da temporada já pode ser considerado decepção, por incrível que pareça.

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Na habitual verificação pós treino, os dois carros da Toyota, que sairiam em 6º e 8º com Glock e Trulli respectivamente, foram pegos utilizando asas traseiras flexíveis, fora do regulamento. Como punição os pilotos da equipe largarão na última fila.

 

Já Lewis Hamilton precisou mesmo trocar o câmbio de seu Mclaren e sairá do 18º posto.

 

Com isso Piquet Jr. sobe para 14º, Alonso para 10º, Massa para 6º e Raikkonen para 7º. Uma colher de chá para os italianos continuarem sonhando com o improvável...

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Polêmica antecipada  escrito em sexta 27 março 2009 18:55

A F1 finalmente armou a tenda em Meulbourne para a abertura da temporada mais aguardada em muitos anos. Com carros totalmente novos e a volta dos slicks, a categoria pode e deve sofrer uma rearrumaçao nas forças do campeonato em prol da competitividade.

 

No primeiro dia de treinos oficiais da temporada em Albert Park, apenas a confirmação das forças de Brawn e Williams, que poucos ainda duvidavam, da eficiência da Toyota, a regularidade da Ferrari, a evolução da Force India, e da queda retumbante de Renault, e, principalmente, Mclaren.

 

É certo que sextas feiras na F1 há tempos não significam muito, mas a julgar pelo mostrado na tabela de tempos e pela dificuldade dos pilotos com o carro, a Mclaren ainda tem sérios problemas aerodinâmicos na traseira de seu carro e dará muita sorte se conseguir chegar ao Q2 na classificação, na tarde de sábado. Já a Renault voltou ao estágio inicial de 2008. O R29 é um carro muito nervoso que exige tudo e mais um pouco da sensacional pilotagem de Fernando Alonso para ser minimamente competitivo. Nelsinho Piquet, não tão habilidoso e muito menos experiente, está sofrendo para pilotar o novo carro.

 

Na parte de cima da tabela de tempos, Brawn, Williams e Toyota dominaram, gerando ainda mais dúvidas sobre a legalidade de seus difusores traseiros, tido por outras equipes como ilegal. Graças a esse caso, o resultado do GP de abertura do campeonato corre o risco de não ser válido antes sequer de acontecer. Mais uma pequena mancha para macular a imagem da F1.

 

Na pista, Barrichello e Rosberg dominaram as duas sessões, foram os mais rápidos no combinado das sessões e certamente vêem fortes para a classificação. A Williams parece ter um carro mais rápido, talvez o mais rápido de todos, mas que exige perícia na tocada e tende a consumir mais os pneus por isso, já o Brawn é de longe o mais estável dos novos bólidos e rápido por natureza. Barrichello e Button sempre estiveram entre os mais rápidos sem sequer precisar forçar o carro.

 

Já a Ferrari parece ter em Raikkonen um piloto mais à vontade com o novo carro que Felipe Massa. O brasileiro escapou logo em sua primeira tentativa de volta rápida na temporada e foi discreto nos treinos, com visíveis dificuldades na condução de seu carro.

 

Brawn e Williams são favoritas para a disputa da pole position para o GP da Austrália, mas por ainda não utilizarem o kers, fica difícil dizer o mesmo para a corrida. É certo que as coisas não serão mais as mesmas nessa nova temporada...

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Alívio  escrito em terça 24 março 2009 20:27

Depois do anúncio inesperado e estapafúrdio de que a partir desse ano, o número de vitórias seria o que definiria o campeão ao fim da temporada, a FIA recebeu tantas, mas tantas críticas, que acabou voltando atrás em menos de uma semana, para alívio geral de todo mundo, todo mundo mesmo. A aprovação pelo novo sistema foi próximo de zero, e grandes nomes da história do esporte como Michael Schumacher e Jackie Stewart se posicionaram diretamente contra a novidade, além da oposição de dois dos nomes mais importantes da F1 atual, Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

 

O motivo oficial da mudança foi a discordância das equipes em aceitar um regulamento novo e diferente há poucos dias da abertura da temporada, o que contraria o pacto de concórdia e adia a mudança pelo menos para 2010, mas boatos dizem por aí é que as equipes realmente ameaçaram boicotar o evento caso a situação não mudasse, já que a FOTA (Associação de times de F1) foi formada para discutir com a FIA maneiras de melhorar o esporte, e suas soluções (uma nova forma de pontuação) foram rejeitadas sem ao menos ser analisadas pelos tiranos Mosley e Ecclestone.

 

Um alívio temporário para todos os amantes da categoria. No curto tempo em que a nova regra vigorou, situaçõs bizarras que poderiam ser geradas pelo sistema foram criadas pelos torcedores. Mas pela péssima recepção que o sistema teve, duvido muito que ele sequer será usado um dia, tendendo a ser substituído pela idéia da FOTA, o sistema 12,9,7,5,4,3,2,1.

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E às vésperas da abertura da temporada, ao que tudo indica a Mclaren finalmente conseguiu consertar os erros de projeto no difusor de seu carro no olhômetro : a nova peça é baseada na criada pela Brawn GP e fez o carro ganhar 1 segundo por volta nos testes em Jerez.

 

Os prateados se recuperaram mais rápido do que se pensava...

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Querem acabar com a F1  escrito em terça 17 março 2009 16:11

Hoje a recentemente formada FOTA,  organização das equipes de F1 anunciou a conclusão que obteve sobre o sistema de pontos para a nova temporada.

 

A associação inicialmente propôs um 12, 9, 7, 5, 4 , 3 , 2 , 1 para os 8 primeiros colocados de GPs. um acréscimo de 3 pontos para a vitória e 1 ponto para segundo e terceiro lugar. Um modo de novamente tornar a briga pela vitória mais importante do que a chegada no fim da corrida.

 

Acontece que a sugestão foi negada pela dupla de tiranos Max Mosley e Bernie Ecclestone, que estava aberta a sugestões só nos sonhos das equipes, e propôs seu próprio - e estúpido - sistema de pontuação para a temporada.  A pontuação continua igual, mas a vitória não vale mais 10 pontos. Ela é apenas uma vitória. Um piloto com uma vitória estará sempre melhor classificado do que um com 17 segundos lugares. Numa tentativa extrema para tentar revitalizar as disputas pela vitória, a FIA deu um passo maior do que as pernas e pegou todos de surpresa. Não pelo anúncio em si, mas de como uma idéia tão bizarra pode ter sido aceita e implantada na mais importante categoria do automobilismo a menos de 15 dias para o início da temporada.

 

Pilotos de chegada como Alonso terão que se readaptar à nova realidade, e equipes como a Ferrari, que escolhe o seu piloto para o campeonato à poucos GPs do fim, terão que fazê-lo logo no início da temporada. Além do claro fato de que os pilotos de uma mesma equipe terão liberdade para brigar entre si pela vitória e pelo direito de escolha da equipe.

 

Vários pilotos e jornalistas foram instados a comentar sobre a novidade e o resultado foi praticamente unânime : rejeição total ao que talvez seja o pior sistema de pontuação da história do automobilismo.

 

À cada dia mais fica a certeza de que a F1 só voltará a brilhar no dia em que a dupla Mosley e Ecclestone se mandar do comando. Suas decisões baseadas unicamente no business e na atenção do público mataram o esporte e banalizaram a emoção da categoria. Ainda há uma esperança de que voltem atrás na sua idéia, mas vindo de gente com o ego como o deles, só podemos lamentar as más decisões.

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Enquanto isso em Jerez, a Brawn continua passeando frente à Renault, Williams e Mclaren, primeiro com Barrichello e agora com Button. Os dois pílotos inclusive puderam se dar ao luxo de marcar seus tempos mais rápidos com carros consideravelmente mais carregados do que os adversários, enquanto a Mclaren continua na rabeira com o cada vez mais decepcionado Lewis Hamilton.

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E tome Brawn!  escrito em quinta 12 março 2009 22:04

Nada de muito útil a acrescentar.

 

A Brawn cumpriu o prometido e superou a barreira dos 1min19seg com Rubens Barrichello e mais uma vez encabeça os tempos na Catalunya, quebrando o recorde da pista e colocando 0.8s em cima da Williams de Nico Rosberg, o 2º colocado.

 

Felipe Massa foi o 6º e ao sair do carro, admitiu, incrédulo : "A Brawn está mais rápida que a gente, eles tem a melhor aerodinâmica de todas as equipes". Alonso foi outro que fez discurso semelhante, enquanto Barrichello mais uma vez confirmou que o carro está no regulamento, e por sinal, já começou a ser copiado por outras equipes. Incrível. Há 8 dias atrás a equipe nem existia e já há quem a considere a grande favorita para os títulos de 2009, num ano restrito de testes e que os carros bem nascidos deverão terminar o ano como começaram.

 

É sempre cedo pra fazer prognósticos, mas são cada vez menores as suspeitas de que a equipe está leve. O carro realmente é rápido e pilotos e equipe mal cabem em si tamanha excitação. Um tempero novo para a temporada, certamente.

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